Olá, Psi e Neuropp!
Se você sentiu que, de repente, a escola começou a pedir mais “prova”, mais registro, mais PEI e mais devolutiva técnica, você não está imaginando coisas.
Janeiro de 2026 não foi apenas uma virada de calendário; foi um marco histórico de redefinição para as ciências da aprendizagem. Vivemos uma verdadeira tempestade perfeita:
– o MEC mudou as regras do jogo (financiamento e inclusão);
– a grande mídia colocou dislexia e educação especial no centro do debate;
– e a neurociência derrubou dogmas antigos sobre TDAH e Autismo.
O resumo da ópera? O espaço para o improviso acabou.
Nesta edição, traduzimos o que aconteceu em janeiro para o seu consultório e para a sua atuação institucional. Se quiser uma linguagem mais técnica e aprofundada clique aqui.
Vamos lá?
1. O “Novo Chão” da Escola: Inclusão Radical e Financiamento

Janeiro trouxe um recado institucional claro: educação especial não vai mais andar no feeling.
A Nova Política (PNEE 2026)
A prioridade absoluta agora é a matrícula na classe comum.
As escolas especializadas passam a ser centros de recurso, e não substitutas da escolarização.
Impacto direto para você:
- a escola regular não pode mais “terceirizar” o aluno difícil;
- explode a demanda por PEI funcional, manejo comportamental e adaptação curricular com critério;
- relatórios genéricos perdem espaço para registros com evidência observável.
Dinheiro novo na mesa
Com o Decreto 12.817 e a Portaria 71, as Instituições Comunitárias (ICES) viram braços do Estado.
Insight estratégico: clínicas-escola e grupos de pesquisa poderão firmar convênios com prefeituras para atender filas de espera com financiamento público.
É um novo mercado institucional se abrindo.
2. Radar da Mídia: o que furou a bolha em janeiro
A grande imprensa começou o ano falando exatamente do que vivemos no consultório:
Inclusão virou pauta nacional
Reportagens explicaram o novo decreto e pressionaram escolas a mostrar como vão garantir aprendizagem na classe comum.
Tradução prática: gestores agora cobram do psicopedagogo plano, indicadores e linguagem técnica acessível para dialogar com família e rede.
Educação Infantil no centro
Com a integração dos professores da Educação Infantil ao magistério, cresceu o debate sobre:
– triagem precoce;
– diferença entre desenvolvimento típico e sinal de risco;
– registro de rotina, não de “achismo”.
Quem atende Educação Infantil precisará de protocolos curtos e objetivos para orientar escola e pais.
3. Neurociência: derrubando mitos clínicos

Janeiro foi impiedoso com o senso comum.
TDAH: energia ≠ método
Estudo com 12 mil cérebros mostrou que estimulantes ativam vigília e recompensa, não “a área da atenção”.
Tradução clínica:
- o remédio dá combustível;
- quem dá mapa é você.
Sem ensino de organização e metacognição, a criança usa a energia extra para focar no que não importa.
Autismo: hiperplasticidade
O cérebro pode “gravar forte demais”.
Rigidez e hipersensibilidade deixam de ser vistas como teimosia e passam a ser custo biológico da mudança.
Intervenção = reduzir o custo de flexibilizar, não forçar adaptação a qualquer preço.
Leitura e dislexia: ortografia voltou para o jogo
Pesquisas de janeiro reforçaram que prática ortográfica estruturada pode apoiar leitura quando há instrução explícita.
Ler e escrever não são mundos separados.
4. Avaliação e instrumentos: o SATEPSI digital
O início do ano consolidou a expansão da avaliação informatizada (plataformas como VOL).
Testes on-line, correção automática e aplicação remota viram rotina.
Para não escorregar eticamente:
- só usar instrumentos com parecer favorável;
- explicar limites do teste à família;
- combinar dado quantitativo + análise funcional.
2026 é o ano em que “apliquei um teste” não basta.
É preciso responder: o que esse dado muda na intervenção?
5. IA e aprendizagem: oportunidade com responsabilidade
Janeiro marcou a transição da IA de “novidade” para infraestrutura escolar.
Ganhos reais
- trilhas personalizadas;
- correção assistida de escrita;
- apoio à adaptação de materiais.
Riscos reais
- ampliação do abismo digital;
- dependência sem mediação humana.
Papel do psicopedagogo: ensinar uso estratégico, não proibir nem endeusar.
6. Tecnologias assistivas: inclusão concreta
Matérias do mês mostraram como recursos simples mudam autonomia:
engrossadores, lápis adaptados, pranchas visuais.
Mensagem central:
acessibilidade não é favor, é metodologia.
Na escola, o psicopedagogo vira curador de soluções práticas, não apenas avaliador de dificuldades.
7. Saúde mental estudantil: aprendizagem pede base emocional

Dados retomados em janeiro lembram:
ansiedade e desorganização estão no coração das queixas.
Sem sono, rotina e regulação, nenhuma intervenção cognitiva sustenta.
Higiene digital e planejamento semanal passam a ser parte do tratamento psicopedagógico.
Agenda 2026 (confirmada em janeiro)
- Junho: Brain 2026 & Brain Week – Porto Alegre
- Julho: Congresso ABPp – São Paulo (TDAH)
- Outubro: Congresso SBNPp – Florianópolis
Lançamento iPsy Tools em Janeiro de 2026

Em janeiro de 2026, a iPsy anunciou o lançamento do iPsy Tools, a primeira plataforma completa de ferramentas digitais para Psicopedagogos e Neuropsicopedagogos do Brasil. A proposta é funcionar como um “escritório virtual” com recursos prontos para o dia a dia profissional — geração de relatórios com IA e exportação em PDF, banco de atividades por área e nível, planos de sessão automáticos, modelos de documentos com linguagem ética, protocolos para casos complexos e ferramentas de auditoria de texto para reduzir riscos de interpretação.
Para quem sentiu que a régua subiu e que 2026 exige mais processo, evidência e segurança na prática, a plataforma já está disponível para conhecer: https://ipsybr.com.br/tools-ofc/
2026 será o melhor ano da sua carreira.
Vamos juntos elevar a régua?
Equipe iPsy



