Classificador de Nível de Escrita
Identifique em qual das quatro hipóteses da psicogênese a criança está — e o que fazer a partir dali. Doze indicadores sobre uma amostra de escrita espontânea.
Dados da criança
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Os 4 níveis da psicogênese da escrita
Cada nível é uma hipótese que a criança constrói sobre como a escrita funciona. Não são etapas de treino: são teorias que ela formula, testa e abandona quando deixam de dar conta.
Pré-silábico
geralmente entre 3 e 5 anosA criança ainda não compreende que a escrita representa a fala. Pode usar letras aleatórias, garatujas ou desenhos para “escrever”. Costuma acreditar que a escrita está ligada ao tamanho ou à importância do objeto — o chamado realismo nominal.
Exemplo: BORBOLETA → MTKPXSA, ou garatujas
Silábico
geralmente entre 4 e 6 anosA criança descobre que a escrita tem relação com a fala e passa a representar cada sílaba com uma letra. Pode ser silábico sem valor sonoro (uma letra qualquer por sílaba) ou com valor sonoro (a letra corresponde ao som da sílaba).
Exemplo: BORBOLETA → BOBL (com valor sonoro) ou MXTR (sem valor)
Silábico-alfabético
geralmente entre 5 e 7 anosFase de transição: ora a criança representa a sílaba inteira com todas as letras, ora usa apenas uma letra por sílaba. As duas estratégias coexistem, e a escrita fica com “letras faltando”. É o momento de maior conflito cognitivo — e o mais produtivo para intervir.
Exemplo: BORBOLETA → BORBOLTA ou BOBOLETA
Alfabético
geralmente a partir de 6 anosA criança compreende que cada letra, ou conjunto de letras, representa um som da fala. Escreve de forma legível, ainda com trocas ortográficas — que a partir daqui são questão de ortografia, não de hipótese de escrita.
Exemplo: BORBOLETA → BORBOLETA ou BORBOLÊTA