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Modelo de relatório psicopedagógico

O relatório é o documento que sustenta tudo o que você fez na avaliação. Ele descreve o processo, apresenta os achados e propõe a conduta — e precisa fazer isso de um jeito que a escola, a família e outro profissional consigam ler e usar.

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Gratuito, sem cadastro.

Em resumo

Estrutura, na ordem
1 · Identificação; 2 · Motivo do encaminhamento; 3 · Procedimentos; 4 · Achados; 5 · Síntese e hipótese psicopedagógica; 6 · Conduta e encaminhamentos.
Quanto custa
Nada. O gerador gratuito da iPsy monta o documento com essa estrutura, sem cadastro, pronto para imprimir e preencher.
Onde montar
Gerador de relatório psicopedagógico (gratuito).

O que é o relatório psicopedagógico

É o documento descritivo e processual da avaliação: registra o que foi feito, o que foi observado e o que foi encontrado. Diferente de um parecer curto, ele mostra o caminho — quais procedimentos produziram quais achados, e como os achados sustentam a conclusão. É esse encadeamento que dá lastro ao documento.

Estrutura padrão

Dados de identificação do avaliando e do profissional; motivo do encaminhamento, com quem encaminhou e qual a queixa; histórico resumido, com o que é relevante para a hipótese; instrumentos e procedimentos, com nome completo e edição de cada um; resultados por área, com o dado e a leitura qualitativa ao lado; síntese, que conecta os achados; e recomendações separadas por destinatário — escola, família e encaminhamentos.

Como escrever de forma profissional

Use linguagem técnica acessível: o relatório será lido por pais e professores, não só por outro especialista. Seja específico no achado — em vez de “apresenta dificuldade na leitura”, escreva o que apareceu: “lê palavras regulares com precisão e trava em pseudopalavras, o que sugere apoio na rota lexical”. Descreva também o que está preservado; um relatório que só lista falhas dá à família um retrato que não corresponde à criança.

Como montar, passo a passo

  1. 1
    Reúna a identificação antes de escrever

    Nome completo, data de nascimento, idade em anos e meses na data da avaliação, ano escolar, escola, período avaliado e número de sessões. Parece burocrático, mas é o que permite retomar o caso meses depois e o que dá validade ao documento diante da escola.

  2. 2
    Liste os procedimentos, não só os instrumentos

    Instrumento aplicado, observação em sala, análise de produções, entrevista com a família, contato com a escola — tudo o que produziu informação entra aqui. É esta seção que sustenta a seguinte: achado sem procedimento que o tenha produzido não se sustenta.

  3. 3
    Apresente achado e leitura lado a lado

    Para cada área, o que foi observado e o que aquilo pode significar — com a ressalva de que uma amostra não fecha conclusão. Separe o que é dado do que é interpretação sua; quem ler precisa conseguir distinguir os dois.

  4. 4
    Construa a síntese ancorada

    A síntese conecta os achados numa leitura coerente. Regra: nenhuma afirmação pode aparecer aqui sem estar ancorada em algo descrito antes. Se você não conseguir rastrear a frase até um achado, ela sai.

  5. 5
    Feche com recomendação acionável

    Divida por destinatário: o que a escola faz, o que a família faz, e a quem encaminhar — nomeando a área e dizendo por quê. Inclua prazo de reavaliação. Recomendação genérica (“estimular a leitura”) não muda nada; diga o que fazer, com que frequência e como saber se funcionou.

Ferramenta gratuita

Monte o documento com a estrutura pronta

O gerador traz as seções na ordem, com o que entra em cada uma. Preencha na tela ou imprima em branco para preencher à mão na sessão.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre relatório e parecer?

O relatório documenta o processo inteiro da avaliação. O parecer é mais curto e responde a uma pergunta específica — em geral encaminhado por escola ou por outro profissional. O conteúdo técnico é o mesmo; muda a extensão e o foco.

Preciso incluir os escores dos testes?

Inclua o dado quando o instrumento produzir um, sempre acompanhado da leitura qualitativa. Escore isolado não diz nada a quem vai ler, e leitura sem dado não se sustenta. Se o instrumento for criterial e não normatizado, diga isso — é informação, não fraqueza.

O relatório pode fechar diagnóstico?

Não. O relatório psicopedagógico descreve o funcionamento na aprendizagem e propõe intervenção. A Lei nº 15.519/2026 lista entre as atribuições do psicopedagogo a avaliação e a intervenção exclusivamente psicopedagógicas, com instrumentos e técnicas próprios da psicopedagogia (art. 4º, II); diagnóstico não está entre elas. Fechar diagnóstico de transtorno é do médico ou do psicólogo, conforme o caso. Levante a hipótese, diga o que a sustenta e encaminhe.

Posso mandar o relatório direto para a escola ou para outro profissional?

Só com autorização. A Lei nº 15.519/2026 impõe sigilo ao psicopedagogo, e as informações do atendimento só podem ser compartilhadas com outros profissionais envolvidos nele se o cliente autorizar (art. 5º, § 1º). Peça a autorização por escrito à família (ou ao próprio avaliando, se adulto), diga a quem o documento vai e envie só o que o destinatário precisa para agir.

Quem pode assinar?

O profissional que conduziu a avaliação, com sua formação declarada. A Lei nº 15.519/2026 regulamentou a atividade de psicopedagogia, mas não criou conselho nem registro obrigatório — então não há número de conselho a informar. Declare a formação e a instituição; o número de associado(a) da ABPp, se houver, é opcional.

Fontes

Também gratuito
Modelo de anamnese psicopedagógica
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Devolutiva psicopedagógica: modelo e roteiro
Material pronto
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Modelos editáveis de relatório, devolutiva, contrato e termo de consentimento — já redigidos, para adaptar em vez de escrever do zero.

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