Teste de autismo (TEA) online e gratuito
20 perguntas sobre comunicação, interação e comportamento, em 5 dimensões. Você responde observando o dia a dia — resultado na hora, com o que fazer depois.
⚠️ Aviso importante: este é um rastreio, não um diagnóstico. Ele sinaliza o que merece investigação — e só isso. Diagnóstico exige avaliação clínica com profissional habilitado.
Você quer descobrir sinais de TEA em quem?
As perguntas e o resultado mudam conforme a resposta — não é a mesma coisa observar uma criança em casa, em sala, ou olhar para a própria vida adulta.
São 20 perguntas, leva cerca de 4 minutos. Gratuito e sem cadastro.
Teste de autismo (TEA): em resumo
- O que é
- O teste de autismo (TEA) da iPsy é um questionário de rastreio gratuito, com 20 perguntas em 5 dimensões (comunicação social; interação social e reciprocidade; comportamentos repetitivos e restritos; processamento sensorial; flexibilidade e adaptação), que indica se vale procurar avaliação profissional.
- Para quem é
- Para mães, pais e professores responderem sobre uma criança ou adolescente, para profissionais usarem como roteiro de anamnese e para adultos responderem sobre si mesmos, numa versão própria de 20 perguntas.
- Quanto custa
- Nada. O resultado aparece na hora, sem cadastro; a conta grátis só é pedida para salvar o resultado.
- Quanto tempo leva
- Cerca de 4 minutos para as 20 perguntas.
- O que o resultado não é
- Não é diagnóstico. O teste não passou por estudo de validação e as faixas são convenção, não norma brasileira; diagnóstico de autismo (TEA) exige avaliação clínica com profissional habilitado.
Como usar
- 1Escolha sobre quem vai responder. Seu filho ou filha, você mesmo (versão para adultos), seu aluno ou alguém que você atende. As perguntas e o texto do resultado mudam conforme a escolha.
- 2Responda as 20 perguntas. Para cada comportamento, marque “Nunca”, “Às vezes”, “Frequentemente” ou “Sempre”. Se não deu para observar, marque “Não sei / não observei”: o item sai da conta em vez de contar zero.
- 3Responda as perguntas de contexto. Há quanto tempo isso acontece, em quantos ambientes aparece, se atrapalha a vida hoje e se já houve apoio — e, na versão infantil, a idade. Elas não somam ponto, mas mudam a leitura do resultado.
- 4Veja o resultado. Sai na hora: a faixa geral, o nível em cada dimensão e o próximo passo indicado para quem respondeu.
O que o teste avalia
São 5 dimensões, com 4 perguntas cada. As dimensões centrais para autismo (TEA) — as que o critério diagnóstico define — são: Comunicação Social, Interação Social e Reciprocidade, Comportamentos Repetitivos e Restritos, Processamento Sensorial.
Comunicação Socialcentralver as 4 perguntas
- A criança tem dificuldade para iniciar ou manter conversas com outras pessoas?
- Quando fala com você ou pede alguma coisa, deixa de olhar para o seu rosto para checar se você entendeu?
- Tem dificuldade para entender expressões faciais, tom de voz ou linguagem corporal dos outros?
- A fala é atípica em ritmo, tom ou entonação (muito monótona, formal ou repetitiva)?
Interação Social e Reciprocidadecentralver as 4 perguntas
- Quando brinca com outras crianças, tem dificuldade para acompanhar a brincadeira delas, entrar no jogo que já começou ou ceder a vez?
- Não demonstra interesse em compartilhar experiências, conquistas ou objetos com outros?
- Tem dificuldade para entender regras sociais implícitas ou “não escritas”?
- Responde de forma incomum às emoções dos outros (não consola, não percebe tristeza/alegria)?
Comportamentos Repetitivos e Restritoscentralver as 4 perguntas
- Tem movimentos repetitivos com o corpo (balançar mãos, girar, andar na ponta dos pés)?
- Insiste em seguir rotinas rígidas e fica muito perturbada com mudanças inesperadas?
- Tem interesses intensos e restritos em temas específicos (muito além do esperado para a idade)?
- Repete palavras, frases ou trechos de filmes/músicas fora de contexto (ecolalia)?
Processamento Sensorialcentralver as 4 perguntas
- Reage de forma intensa a sons, luzes, texturas ou cheiros que não incomodam outras crianças?
- Busca estímulos sensoriais de forma incomum (cheirar objetos, observar luzes fixamente, tocar texturas repetidamente)?
- Come um número muito pequeno de alimentos diferentes (menos de 15 a 20 no total) e recusa provar alimentos novos pela aparência ou pela textura?
- Parece não sentir dor ou frio/calor da mesma forma que outras crianças?
Flexibilidade e Adaptaçãover as 4 perguntas
- Tem grande dificuldade para lidar com transições entre atividades?
- Insiste que as coisas sejam feitas sempre da mesma maneira e na mesma ordem — mesmo trajeto, mesmo prato, mesma sequência de rotina?
- Tem dificuldade para brincar de faz-de-conta ou jogos imaginativos?
- Prefere organizar, enfileirar ou categorizar objetos em vez de brincar funcionalmente com eles?
Versão para adultos (autorrelato)ver as 20 perguntas
- Em conversas do dia a dia, você entende ao pé da letra frases que eram ironia ou brincadeira, e só percebe que não era sério quando alguém explica?
- Antes de telefonar para alguém — mesmo para algo simples, como marcar um horário ou pedir uma informação —, você precisa preparar antes o que vai dizer, escrevendo ou ensaiando as frases?
- Nas conversas rápidas do dia a dia — vizinho no elevador, alguém na fila, colega no corredor —, você fica sem saber o que dizer depois das primeiras frases e a conversa morre?
- Acontece de alguém dizer que você falou tempo demais sobre um assunto do seu interesse?
- Depois de algumas horas de convívio comum — uma visita, um almoço em família, um dia com gente por perto o tempo todo —, você precisa de horas sozinho e em silêncio para voltar ao normal, mesmo quando estava descansado antes e não fez esforço físico nenhum?
- Você costuma descobrir que alguém ficou chateado com você só quando essa pessoa fala isso com todas as letras?
- Desde sempre — e não só numa fase ruim —, o contato com seus amigos parte quase sempre da outra pessoa: você responde, mas raramente é quem chama?
- Durante uma conversa, olhar nos olhos atrapalha você a acompanhar o que a pessoa está dizendo, a ponto de precisar desviar o olhar para conseguir prestar atenção?
- Existe um assunto ou atividade que ocupa horas suas por semana, há anos, e sobre o qual você acumula material, coleções, dados ou detalhes?
- No dia a dia você repete as mesmas escolhas, como o mesmo trajeto, a mesma comida e o mesmo lugar para sentar, mesmo tendo outras opções disponíveis?
- Você faz movimentos repetitivos com o corpo — balançar, mexer as mãos, girar objetos, andar de um lado para o outro —, nem que seja só quando está sozinho ou à vontade?
- Você volta às mesmas séries, filmes ou músicas dezenas de vezes, sempre na mesma ordem ou repetindo o mesmo trecho, mesmo com coisas novas disponíveis?
- Sons de fundo contínuos — ar-condicionado, geladeira, ventilador, conversa na mesa ao lado — ficam em primeiro plano para você e incomodam a ponto de precisar desligar ou sair do ambiente?
- Você usa fone, boné, óculos escuros ou escolhe um lugar mais afastado para conseguir ficar em ambientes movimentados?
- Você corta etiquetas, evita certos tecidos ou deixa de vestir roupas de que gosta por causa da costura, do elástico ou da textura?
- Sair de um lugar cheio e barulhento — supermercado, shopping, festa — te deixa com dor de cabeça, tontura ou exaustão, mesmo quando você ficou pouco tempo e não fez esforço físico nenhum?
- Quando um plano combinado muda em cima da hora, você precisa de um tempo até conseguir tocar o resto do dia — mesmo quando a mudança não te prejudica em nada (adiaram, cancelaram algo chato, trocaram por coisa melhor)?
- Quando alguém te pede algo de um jeito vago ('faz do jeito que achar melhor', 'traz qualquer coisa'), você precisa perguntar detalhes — o quê, quando, de que jeito — antes de conseguir começar?
- Quando te interrompem no meio de uma tarefa, você precisa terminar a etapa em que estava antes de conseguir atender a pessoa?
- Antes de ir a um lugar novo, você pesquisa o trajeto, o cardápio ou fotos do ambiente para saber o que vai encontrar?
Como o resultado é calculado
Cada resposta vale de 0 (“Nunca”) a 3 (“Sempre”). Cada dimensão vai de 0 a 12 pontos e o total, de 0 a 60. Itens marcados como “não sei” saem da conta, e a proporção é calculada sobre o que foi respondido.
| Faixa | Total (0 a 60) |
|---|---|
| Baixo | 0 a 15 pontos |
| Moderado | 16 a 30 pontos |
| Elevado | 31 a 45 pontos |
| Alto | 46 a 60 pontos |
O total não decide sozinho. O resultado sobe uma faixa (só a partir de baixo ou moderado) quando há um pico numa dimensão central — pelo menos 9 de 12 pontos, com 3 comportamentos marcados a partir de “Frequentemente” — ou quando 3 dos 4 itens-chave aparecem, desde que os sinais atrapalhem e não fiquem restritos a um só ambiente. Com menos de 70% das perguntas respondidas, o teste não mostra faixa e pede mais observação.
As perguntas de contexto não somam ponto. Elas existem porque tempo, ambientes e prejuízo são critérios formais que uma soma ignora:
- Há quanto tempo você observa isso? O DSM-5-TR exige persistência de pelo menos 6 meses.
- Em quantos lugares isso aparece? Comportamento restrito a um único ambiente costuma ter causa situacional.
- Isso está atrapalhando a vida dela hoje — escola, amizades, casa? Prejuízo funcional é o que separa característica de transtorno.
- Já recebeu apoio dirigido a isso — reforço, psicopedagogia, fono, sala de recursos? O critério mais ignorado: a dificuldade precisa persistir APESAR de intervenção. Sem apoio nenhum, a primeira hipótese é pedagógica.
Os cortes das faixas (25%, 50%, 75% do total) vêm da versão anterior desta ferramenta, não de uma amostra normativa brasileira, e o teste não passou por estudo de validação. São convenções explícitas — por isso estão escritas aqui.
O que fazer com o resultado
O próximo passo muda conforme quem respondeu. Abaixo, o que a ferramenta indica para mães, pais e responsáveis.
Resultado baixo
- Poucos sinais no momento — siga acompanhando o desenvolvimento normalmente.
- Guarde este resultado e refaça se surgirem novas dificuldades.
- Vale conversar com a escola sobre como ela tem se saído nas atividades do dia a dia.
Resultado moderado
- Registre exemplos concretos, com data e situação. Isso encurta muito qualquer avaliação futura.
- Peça a observação de quem convive com a criança no outro ambiente — casa ou escola.
- Refaça o teste em 4 a 6 semanas: a persistência é mais informativa que um único resultado.
Resultado elevado ou alto
- Os sinais justificam avaliação profissional. Leve este resultado para discutir.
- Converse com professores e coordenação: a perspectiva de quem vê a criança em ambiente estruturado é valiosa.
- Uma triagem não fecha nada. O que ela faz é indicar que vale investigar — e por onde começar.
Sobre a versão para adultos
Isto não é um diagnóstico e não é um teste validado. Sendo franco: os itens foram escritos a partir dos domínios que instrumentos adultos de autorrelato investigam (AQ, de Baron-Cohen, e RAADS) e da estrutura dos critérios diagnósticos atuais, mas nenhum deles é tradução de instrumento nem passou por estudo de validação. Não existe ponto de corte, sensibilidade ou especificidade conhecidos por trás do resultado que você vai ver. O que esta tela faz é organizar o que você já observa em si mesmo e mostrar em quais dimensões isso se concentra. Três limites que mudam a leitura do resultado: 1. Muita coisa daqui também aparece em ansiedade, TDAH, depressão, esgotamento no trabalho, perda auditiva e histórias de trauma. Uma pontuação alta não distingue entre essas possibilidades. 2. Quem passou a vida se adaptando pode responder "não" a itens que descrevem dificuldades que já foram resolvidas na base do esforço e da estratégia. Pontuação baixa não descarta nada, e isso acontece com mais frequência em mulheres e em pessoas que só recebem diagnóstico na vida adulta. 3. O diagnóstico de autismo exige história do seu desenvolvimento na infância, informação de alguém que te conhece há muito tempo e avaliação presencial. Nada disso cabe num questionário respondido sozinho, por mais honesto que você tenha sido ao responder. Use o resultado como uma lista do que levar para uma consulta com psicólogo ou psiquiatra, e não como uma resposta sobre você.
Perguntas frequentes sobre o teste de autismo (TEA)
Tem teste de autismo (TEA) online grátis e confiável?
O teste de autismo (TEA) online dá diagnóstico?
Quem pode responder o teste de autismo (TEA)?
Quanto tempo leva o teste de autismo (TEA)?
O que fazer se o teste de autismo (TEA) der resultado alto?
Depois do teste
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