Escolher o teste certo para cada caso clínico pode ser desafiador. Use nosso seletor gratuito para filtrar instrumentos por queixa, faixa etária e área de investigação.
A avaliação psicopedagógica é um processo complexo que exige a escolha cuidadosa de instrumentos adequados ao caso clínico. Com dezenas de testes disponíveis no Brasil — alguns exclusivos para psicólogos, outros acessíveis a psicopedagogos — encontrar o instrumento certo para cada queixa, faixa etária e objetivo de investigação pode ser desafiador, especialmente para profissionais em início de carreira.
Este seletor foi desenvolvido para simplificar essa escolha. Filtre por área (leitura, escrita, matemática, atenção, comportamento), tipo de profissional que pode aplicar, e faixa etária do paciente. Cada instrumento inclui informações sobre o que avalia, editora, e se é restrito pelo SATEPSI/CFP.
A escolha do instrumento de avaliação deve ser guiada pela queixa apresentada, pela idade do paciente e pelo objetivo da investigação. Não existe um "teste universal" — cada caso pede uma combinação específica de instrumentos formais e informais.
Para investigar dificuldades de leitura compatíveis com dislexia, a bateria típica inclui: PROLEC (processos de leitura), CONFIAS (consciência fonológica), Teste de Cloze (compreensão leitora) e TDE-II subteste de leitura. Complementar com provas informais de leitura oral para avaliar fluência e precisão.
Para dificuldades em matemática, os instrumentos mais indicados são: TDE-II subteste de aritmética, Provas Operatórias de Piaget (conservação de quantidade, seriação) e provas informais de resolução de problemas. Em casos de suspeita de discalculia, o encaminhamento para avaliação neuropsicológica é recomendado.
O TDAH é um diagnóstico médico (neurologista ou psiquiatra). O papel do psicopedagogo é avaliar o impacto na aprendizagem. Instrumentos úteis: EOCA (observação do comportamento durante a tarefa), TDE-II (impacto no desempenho escolar), e escalas comportamentais como o SDQ (que pode ser usado por diferentes profissionais). Testes de atenção como D2-R e TAVIS-4R são restritos a psicólogos.
Para uma avaliação psicopedagógica completa, a bateria mínima recomendada inclui: EOCA (primeira sessão — entrevista operativa), Provas Operatórias de Piaget (nível cognitivo), TDE-II (desempenho acadêmico global), e provas informais complementares conforme a queixa. A partir dos resultados iniciais, o profissional decide quais instrumentos específicos adicionar.
No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) mantém o SATEPSI (Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos), que lista os testes de uso exclusivo por psicólogos. Psicopedagogos podem aplicar todos os testes psicopedagógicos (EOCA, Provas Operatórias, TDE-II, PROLEC, CONFIAS) e instrumentos informais. Testes como WISC-V, D2-R, Figuras de Rey e Wisconsin são restritos.
Quando a avaliação psicopedagógica indica necessidade de investigação mais aprofundada (inteligência, atenção, funções executivas), o psicopedagogo deve encaminhar para um neuropsicólogo ou psicólogo.
O iPsy AutoScore corrige testes como ABLLS-R automaticamente, gera gráficos de evolução e monta o PEI do paciente.