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Teste online gratuito

Teste de dislexia online e gratuito

20 perguntas sobre leitura e escrita, em 5 dimensões. Duas delas pedem que você faça uma brincadeira rápida com a criança — a instrução vem junto. Resultado na hora.

20
Perguntas
5
Dimensões
100%
Gratuito

⚠️ Aviso importante: este é um rastreio, não um diagnóstico. Ele sinaliza o que merece investigação — e só isso. Diagnóstico exige avaliação clínica com profissional habilitado.

Antes de começar

Você quer descobrir sinais de Dislexia em quem?

As perguntas e o resultado mudam conforme a resposta — não é a mesma coisa observar uma criança em casa, em sala, ou olhar para a própria vida adulta.

São 20 perguntas, leva cerca de 4 minutos. Gratuito e sem cadastro.

Teste de dislexia: em resumo

O que é
O teste de dislexia da iPsy é um questionário de rastreio gratuito, com 20 perguntas em 5 dimensões (decodificação e leitura; consciência fonológica; fluência e velocidade; compreensão e vocabulário; escrita e ortografia), que indica se vale procurar avaliação profissional.
Para quem é
Para mães, pais e professores responderem sobre uma criança ou adolescente, para profissionais usarem como roteiro de anamnese e para adultos responderem sobre si mesmos, numa versão própria de 20 perguntas.
Quanto custa
Nada. O resultado aparece na hora, sem cadastro; a conta grátis só é pedida para salvar o resultado.
Quanto tempo leva
Cerca de 4 minutos para as 20 perguntas.
O que o resultado não é
Não é diagnóstico. O teste não passou por estudo de validação e as faixas são convenção, não norma brasileira; diagnóstico de dislexia exige avaliação clínica com profissional habilitado.

Como usar

  1. 1Escolha sobre quem vai responder. Seu filho ou filha, você mesmo (versão para adultos), seu aluno ou alguém que você atende. As perguntas e o texto do resultado mudam conforme a escolha.
  2. 2Responda as 20 perguntas. Para cada comportamento, marque “Nunca”, “Às vezes”, “Frequentemente” ou “Sempre”. Se não deu para observar, marque “Não sei / não observei”: o item sai da conta em vez de contar zero.
  3. 3Responda as perguntas de contexto. Há quanto tempo isso acontece, em quantos ambientes aparece, se atrapalha a vida hoje e se já houve apoio — e, na versão infantil, a idade. Elas não somam ponto, mas mudam a leitura do resultado.
  4. 4Veja o resultado. Sai na hora: a faixa geral, o nível em cada dimensão e o próximo passo indicado para quem respondeu.

O que o teste avalia

São 5 dimensões, com 4 perguntas cada. As dimensões centrais para dislexia — as que o critério diagnóstico define — são: Decodificação e Leitura, Consciência Fonológica, Fluência e Velocidade.

Decodificação e Leituracentralver as 4 perguntas
  1. Ao ler em voz alta, troca letras que representam sons parecidos (faca por vaca, tia por dia)?
  2. Tem dificuldade para ler palavras novas ou desconhecidas?
  3. Lê de forma silábica (sílaba por sílaba) mesmo em palavras simples?
  4. Pula, inverte ou repete palavras durante a leitura?
Consciência Fonológicacentralver as 4 perguntas
  1. Tem dificuldade para identificar rimas (gato-pato, mão-pão)?
  2. Não consegue separar palavras em sílabas oralmente (pa-la-vra)?
  3. Tem dificuldade para identificar o som inicial das palavras?
  4. Peça: “vou falar devagar, adivinha a palavra — /f/ /o/ /g/ /o/”. Diga os SONS das letras, não os nomes (é “fff”, não “éfe”). A criança tem dificuldade para juntar e descobrir a palavra?
Fluência e Velocidadecentralver as 4 perguntas
  1. A leitura é muito mais lenta que a dos colegas da mesma idade?
  2. Lê ainda palavra por palavra, sem ritmo nem entonação, tropeçando em palavras que já viu muitas vezes?
  3. Mostre uma folha com 20 figuras conhecidas repetidas fora de ordem e peça para nomear todas o mais rápido que conseguir. Ela trava, hesita ou demora bem mais do que você esperava?
  4. Evita ou resiste a ler em voz alta?
Compreensão e Vocabuláriover as 4 perguntas
  1. Após ler um texto, não consegue recontar o que leu?
  2. Tem dificuldade para entender instruções escritas simples?
  3. O vocabulário oral é significativamente mais rico que o vocabulário escrito?
  4. Precisa reler o mesmo trecho várias vezes para entender?
Escrita e Ortografiaver as 4 perguntas
  1. Escreve palavras de formas diferentes na mesma redação?
  2. Ao escrever, inverte a ordem de letras ou sílabas dentro da palavra (torca por troca, pravra por palavra)?
  3. Escreve a palavra como ela soa, ignorando a forma correta (caza por casa, muinto por muito)?
  4. Omite letras ou sílabas ao escrever palavras?
Versão para adultos (autorrelato)ver as 20 perguntas
  1. Quando você lê algo em voz alta para outra pessoa — um recado, um endereço, um trecho de documento — ela precisa te corrigir porque você falou uma palavra diferente da que estava escrita?
  2. Ao ler em voz alta, você trava ou lê sílaba por sílaba quando aparece uma palavra longa ou pouco familiar (nome de remédio, nome de rua, termo técnico)?
  3. Você evita ler em voz alta na frente de outras pessoas — passa a vez, pede para alguém ler, diz que esqueceu os óculos — mesmo em situações em que você fica à vontade para falar, como entre colegas próximos ou em família?
  4. Ao ler um texto longo, você relê a mesma linha ou pula uma linha sem querer, mesmo com a visão corrigida (usando os óculos ou as lentes, se você precisa deles)?
  5. Quando alguém pede para você soletrar algo em voz alta (seu sobrenome, um e-mail, o nome de uma rua), você precisa escrever antes ou olhar para uma tela para conseguir?
  6. Ao falar uma palavra comprida ou pouco usada, os sons saem trocados de lugar — 'lasterna' no lugar de 'lanterna', por exemplo — e você precisa repetir a palavra para conseguir acertar?
  7. Quando alguém se apresenta com um nome pouco comum, você precisa pedir para repetirem duas ou três vezes até conseguir dizer o nome, mesmo tendo escutado bem e sem barulho em volta?
  8. Quando alguém dita um número de telefone ou um código de confirmação, você perde o começo antes de chegar ao fim e precisa pedir para repetirem?
  9. Quando você precisa ler um texto longo — um manual, um contrato, um material de curso — você acaba deixando pela metade ou levando vários dias para terminar, mesmo tendo tempo livre disponível?
  10. Você precisa reler o mesmo parágrafo duas ou três vezes para ele fazer sentido, mesmo estando descansado, em silêncio e sem interrupção?
  11. Quando você assiste a algo com legenda, a legenda troca antes de você terminar de ler?
  12. Quando o mesmo conteúdo curto está disponível em texto e em áudio, você escolhe o áudio mesmo sabendo que ouvir vai levar mais tempo do que ler?
  13. Depois de ler sozinho um material novo, você ainda precisa que alguém te explique o mesmo conteúdo falando para conseguir usar aquela informação?
  14. Você pede para outra pessoa ler e te contar o que está escrito em documentos do dia a dia — um formulário, uma carta do banco, um termo de consentimento — mesmo quando o texto não tem termo jurídico ou técnico difícil?
  15. Numa conversa tranquila, sem pressa e estando você descansado, a palavra que você quer costuma não vir, e você acaba usando 'coisa', 'negócio' ou dando uma volta para explicar?
  16. Quando você lê sem grifar e sem anotar nada, você chega ao fim do texto sem conseguir contar para alguém o que estava escrito ali?
  17. Ao escrever, você troca a palavra que queria usar por outra mais simples porque não tem certeza de como a primeira se escreve?
  18. Quando escreve à mão, sem corretor automático, você deixa letras de fora ou troca letras dentro da palavra?
  19. Você pede para alguém dar uma olhada no que você escreveu antes de enviar — uma mensagem, um bilhete, um formulário preenchido — com medo de erro de escrita, mesmo em textos curtos e informais?
  20. Para escrever um texto curto — uma justificativa, uma mensagem importante, meia página de relato — você precisa de várias tentativas, apagando e começando de novo, antes de conseguir dar por pronto?

Como o resultado é calculado

Cada resposta vale de 0 (“Nunca”) a 3 (“Sempre”). Cada dimensão vai de 0 a 12 pontos e o total, de 0 a 60. Itens marcados como “não sei” saem da conta, e a proporção é calculada sobre o que foi respondido.

Faixas do total de pontos
FaixaTotal (0 a 60)
Baixo0 a 15 pontos
Moderado16 a 30 pontos
Elevado31 a 45 pontos
Alto46 a 60 pontos

O total não decide sozinho. O resultado sobe uma faixa (só a partir de baixo ou moderado) quando há um pico numa dimensão central — pelo menos 9 de 12 pontos, com 3 comportamentos marcados a partir de “Frequentemente” — ou quando 3 dos 4 itens-chave aparecem, desde que os sinais atrapalhem e não fiquem restritos a um só ambiente. Com menos de 70% das perguntas respondidas, o teste não mostra faixa e pede mais observação.

As perguntas de contexto não somam ponto. Elas existem porque tempo, ambientes e prejuízo são critérios formais que uma soma ignora:

  • Há quanto tempo você observa isso? O DSM-5-TR exige persistência de pelo menos 6 meses.
  • Em quantos lugares isso aparece? Comportamento restrito a um único ambiente costuma ter causa situacional.
  • Isso está atrapalhando a vida dela hoje — escola, amizades, casa? Prejuízo funcional é o que separa característica de transtorno.
  • Já recebeu apoio dirigido a isso — reforço, psicopedagogia, fono, sala de recursos? O critério mais ignorado: a dificuldade precisa persistir APESAR de intervenção. Sem apoio nenhum, a primeira hipótese é pedagógica.

Os cortes das faixas (25%, 50%, 75% do total) vêm da versão anterior desta ferramenta, não de uma amostra normativa brasileira, e o teste não passou por estudo de validação. São convenções explícitas — por isso estão escritas aqui.

O que fazer com o resultado

O próximo passo muda conforme quem respondeu. Abaixo, o que a ferramenta indica para mães, pais e responsáveis.

Resultado baixo

  • Poucos sinais no momento — siga acompanhando o desenvolvimento normalmente.
  • Guarde este resultado e refaça se surgirem novas dificuldades.
  • Vale conversar com a escola sobre como ela tem se saído nas atividades do dia a dia.

Resultado moderado

  • Registre exemplos concretos, com data e situação. Isso encurta muito qualquer avaliação futura.
  • Peça a observação de quem convive com a criança no outro ambiente — casa ou escola.
  • Refaça o teste em 4 a 6 semanas: a persistência é mais informativa que um único resultado.

Resultado elevado ou alto

  • Os sinais justificam avaliação profissional. Leve este resultado para discutir.
  • Converse com professores e coordenação: a perspectiva de quem vê a criança em ambiente estruturado é valiosa.
  • Uma triagem não fecha nada. O que ela faz é indicar que vale investigar — e por onde começar.

Sobre a versão para adultos

Este rastreio não é um teste e não é um instrumento validado. Não existe, em português, questionário livre e validado de rastreio de dislexia em adultos: os itens acima foram escritos a partir do conteúdo conceitual do ARHQ e da Adult Dyslexia Checklist, sem tradução oficial, sem estudo de validação em população brasileira e sem ponto de corte. Na prática, isso quer dizer que o resultado não tem valor de nota — ele apenas organiza o que você já percebe em você mesmo. Boa parte dessas dificuldades também aparece em TDAH, ansiedade, depressão, sono ruim crônico, problemas de visão ou audição não corrigidos e em quem teve pouca oportunidade de escolarização; este rastreio não separa uma coisa da outra. Ele não mede gravidade, não confirma nem descarta dislexia e não substitui avaliação. Um diagnóstico exige testes padronizados de leitura, escrita e processamento fonológico aplicados presencialmente por profissional habilitado, somados à sua história de desenvolvimento e de escolarização. Vale um alerta extra: adultos que aprenderam a compensar podem marcar poucos itens e ainda assim ter dislexia — o esforço fica escondido dentro das estratégias. Se o que você leu aqui descreve o seu dia a dia, o passo seguinte é procurar uma avaliação, não fechar uma conclusão.

Perguntas frequentes sobre o teste de dislexia

Tem teste de dislexia online grátis e confiável?
Este é gratuito e mostra o resultado na hora, sem cadastro. Ele é um rastreio: indica se vale procurar avaliação, e não diagnostica. As perguntas e as faixas não passaram por estudo de validação com amostra brasileira — por isso a página mostra exatamente como o resultado é calculado.
O teste de dislexia online dá diagnóstico?
Não. Nenhum questionário respondido sozinho dá diagnóstico de dislexia. O diagnóstico exige avaliação clínica com profissional habilitado; o resultado serve para organizar o que você observou e levar para essa conversa.
Quem pode responder o teste de dislexia?
Mãe, pai ou responsável, professor(a) e profissionais que atendem a criança — estes como roteiro de anamnese, não como medida. Adultos podem responder sobre si mesmos, numa versão própria com 20 perguntas sobre trabalho, estudo e rotina.
Quanto tempo leva o teste de dislexia?
Cerca de 4 minutos: 20 perguntas sobre comportamentos do dia a dia e algumas perguntas de contexto (tempo, ambientes, prejuízo e apoio), que não somam ponto.
O que fazer se o teste de dislexia der resultado alto?
Procurar avaliação profissional e levar o resultado, junto com exemplos concretos do que foi observado, com data e situação. Um resultado alto não confirma dislexia: outras causas produzem respostas parecidas. Um instrumento formal usado nessa investigação é o CONFIAS.