Modelo de anamnese psicopedagógica
A anamnese é a primeira sessão e a que mais define o resto. É onde você entende o que trouxe a família até ali, o que já foi tentado, e o que ninguém contou ainda porque ninguém perguntou.
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O que é a anamnese psicopedagógica
É a entrevista inicial estruturada que reconstrói a história do avaliando — desenvolvimento, saúde, trajetória escolar e vida familiar — para situar a queixa atual. Não é preenchimento de ficha: é a conversa que revela o que a queixa não diz.
Por que ela é decisiva
A mesma dificuldade de leitura pode vir de perda auditiva não detectada, de troca de escola no ano da alfabetização, de método de ensino que não chegou àquela criança, ou de um quadro específico. A anamnese é o que separa essas hipóteses antes de você aplicar qualquer instrumento — e evita avaliar por meses o que uma pergunta resolveria.
O que investigar
Gestação, parto e período neonatal; marcos do desenvolvimento neuropsicomotor; histórico de saúde, incluindo visão, audição, sono e medicação em uso; trajetória escolar completa, com trocas de escola e repetências; e aspectos socioemocionais e de convivência. Em cada bloco, interessa menos a data exata e mais se houve algo fora do esperado, e o que se fez a respeito.
Quem conduz
Com criança, a anamnese é com os responsáveis, preferencialmente sem a criança presente — há coisas que os pais não dizem na frente do filho. Com adolescente, vale uma parte conjunta e outra separada. Com adulto, é direta com ele. O roteiro muda conforme a faixa, e o gerador desta página monta a versão certa.
Como montar, passo a passo
- 1Prepare o ambiente e o roteiro
Reserve entre 50 e 90 minutos, sem interrupção. Tenha o roteiro impresso e escreva durante a conversa — anotar depois perde o detalhe, que é justamente o que importa. Avise no começo que você vai anotar e por quê.
- 2Comece pela queixa, com as palavras deles
Pergunte o que trouxe a família ali e registre a formulação literal. “Ele não quer nada com nada” e “ele trava na hora de ler” são queixas diferentes e apontam caminhos diferentes. Só depois reformule tecnicamente.
- 3Percorra a linha do tempo
Gestação, parto, primeiros anos, entrada na escola, alfabetização, hoje. A ordem cronológica ajuda a família a lembrar e faz aparecer a coincidência temporal — a dificuldade que começou no ano em que a família se mudou, por exemplo.
- 4Investigue o que já foi tentado
Reforço escolar, mudança de escola, outros profissionais, medicação. O que funcionou, o que não funcionou e por quanto tempo. Isso é dado de resposta à intervenção e vale tanto quanto qualquer teste.
- 5Feche combinando o próximo passo
Diga o que vem a seguir, quantas sessões, e quando haverá devolutiva. Família que sai da anamnese sem saber o que esperar tende a abandonar o processo no meio.
Monte o documento com a estrutura pronta
O gerador traz as seções na ordem, com o que entra em cada uma. Preencha na tela ou imprima em branco para preencher à mão na sessão.
Abrir o geradorPerguntas frequentes
Entre 50 e 90 minutos na maioria dos casos. Se a história for extensa, é melhor dividir em duas sessões do que apressar — anamnese apressada gera avaliação mal direcionada.
Preferencialmente não, na parte com os responsáveis. Há informações sobre gestação, separação, dificuldades da família e comparações com irmãos que não devem ser ditas na frente da criança.
Sim. Registro de dado de saúde e de desenvolvimento é dado sensível pela LGPD. Tenha termo de consentimento assinado pelos responsáveis, informando finalidade, guarda e prazo.
Modelos editáveis de relatório, devolutiva, contrato e termo de consentimento — já redigidos, para adaptar em vez de escrever do zero.
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