Quiz gratuito de 20 perguntas baseado em critérios do DSM-5. Avalia 5 dimensões do desenvolvimento sociocomunicativo e comportamental. Resultado imediato com recomendações.
⚠️ Aviso importante: Esta triagem NÃO é diagnóstico. Serve como indicador para buscar avaliação profissional. TEA só pode ser diagnosticado por profissional qualificado após avaliação completa.
TEA (Transtorno do Espectro Autista) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits persistentes na comunicação e interação social, bem como padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesse ou atividades. De acordo com o DSM-5, esses sinais devem estar presentes desde a primeira infância, embora possam não se manifestar plenamente até que as demandas sociais excedam as capacidades da criança.
O termo "espectro" é fundamental: TEA não é uma única condição, mas um amplo espectro de apresentações. Pessoas autistas têm força e desafios únicos que variam significativamente. No Brasil, estima-se que 1 em cada 36 crianças tenha TEA, embora a prevalência real seja provavelmente maior, com crescente diagnóstico conforme aumenta a conscientização.
Bebês e Pequenos (0-18 meses): Contato visual limitado ou pouco responsivo, não responder ao seu nome aos 12 meses, ausência de apontamento e gestos de compartilhamento, interesse limitado em compartilhar atenção, sorriso social reduzido, possível perda de habilidades previamente desenvolvidas (regressão).
Pré-escolar (18 meses - 3 anos): Dificuldade com brincadeira de faz-de-conta ou jogos imaginativos, preferência por brincar sozinho, comportamentos repetitivos (balançar mãos, girar objetos, enfileirar), interesse em rotinas rígidas, sensibilidades sensoriais (sons altos, texturas, cheiros), linguagem atrasada ou atípica (ecolalia).
Idade Escolar e Além: Dificuldade significativa em compreender regras sociais não-escritas, interpretação literal da linguagem, interesse intenso em temas específicos, desafios em fazer e manter amizades, dificuldade com mudanças de rotina, sensibilidades sensoriais contínuas, comportamentos repetitivos, preferência por organizar/enfileirar em vez de brincar funcionalmente.
Uma triagem (screening) é uma avaliação rápida que identifica sinais sugestivos e indica a necessidade de investigação mais profunda. Não é diagnóstico. O diagnóstico de TEA exige avaliação completa por profissional qualificado, incluindo instrumentos como ADOS-2, ADI-R, M-CHAT, avaliação neuropsicológica, histórico detalhado do desenvolvimento e observação clínica.
Esta ferramenta serve como primeira etapa: identificar se há sinais que justifiquem buscar avaliação profissional especializada.
Análise baseada em 5 dimensões do desenvolvimento
Este resultado é um indicador de triagem e NÃO constitui diagnóstico. TEA só pode ser diagnosticado por profissional qualificado após avaliação completa. Use este resultado como orientação para conversar com pediatra e, se necessário, buscar avaliação profissional especializada.
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A triagem avalia 5 dimensões principais do desenvolvimento que podem ser afetadas em TEA. Cada dimensão é avaliada em uma escala de 0 a 12 pontos. O resultado geral varia de 0 a 60 pontos.
1. Comunicação Social: Capacidade de iniciar e manter interações sociais por meio da fala. Dificuldades incluem pouco contato visual, fala monótona ou ritmicamente atípica, dificuldade para manter conversas, linguagem formal ou repetitiva.
2. Interação Social e Reciprocidade: Capacidade de compreender e responder adequadamente a pistas sociais e emoções alheias. Dificuldades incluem preferência por isolamento, não compartilhar experiências, compreensão limitada de regras sociais.
3. Comportamentos Repetitivos e Restritos: Presença de movimentos estereotipados, insistência em rotinas rígidas, interesses intensamente focados. Dificuldades incluem balançar mãos/corpo, girar, extrema dificuldade com mudanças, interesses restritos, ecolalia.
4. Processamento Sensorial: Respostas incomuns a estímulos sensoriais. Dificuldades incluem reações intensas a sons, luzes, texturas (hipersensibilidade), busca incomum de estímulos (hipossensibilidade), seletividade alimentar extrema.
5. Flexibilidade e Adaptação: Capacidade de lidar com mudanças e brincar de forma flexível. Dificuldades incluem grande dificuldade com transições, extrema angústia quando expectativas não são atendidas, dificuldade com brincadeira imaginativa.
🟢 Baixo Risco (0-15 pontos): Poucos sinais observados. Continue acompanhando o desenvolvimento normalmente, mas permaneça atento.
🟡 Atenção Moderada (16-30 pontos): Alguns sinais presentes. Recomenda-se observação cuidadosa e conversa com o pediatra sobre o desenvolvimento.
🟠 Atenção Elevada (31-45 pontos): Vários sinais presentes. Avaliação profissional recomendada por neuropediatra, psicólogo ou equipe multidisciplinar.
🔴 Atenção Alta (46-60 pontos): Muitos sinais presentes. Avaliação profissional especializada é fortemente recomendada. Intervenção precoce faz grande diferença.
Converse com o pediatra sobre suas observações. Compartilhe esta triagem e peça para discutir as próximas etapas.
Procure um profissional especializado: neuropediatra, psiquiatra infantil, ou psicólogo com experiência em desenvolvimento infantil. Eles realizarão avaliação completa com instrumentos validados (ADOS-2, ADI-R, etc.).
A avaliação formal pode incluir o ADOS-2, ADI-R, M-CHAT (para crianças menores), avaliação neuropsicológica, e observação comportamental.
Se TEA for identificado, iniciar intervenção precoce é fundamental. Abordagens como ABA, TEACCH, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento psicológico fazem grande diferença.
TEA é uma condição que persiste ao longo da vida, mas com apoio apropriado, pessoas autistas desenvolvem habilidades, comunicam-se efetivamente e vivem vidas plenas.
Os sinais de TEA variam amplamente pois é um espectro. Procure por diferenças em comunicação social (contato visual, compartilhamento), comportamentos repetitivos, interesses restritos e sensibilidades sensoriais. Porém, apenas um profissional qualificado pode diagnosticar TEA após avaliação completa com instrumentos como ADOS-2, ADI-R ou M-CHAT.
Sinais iniciais incluem: contato visual limitado aos 3 meses, não responder ao seu nome aos 12 meses, ausência de apontamento ou gesto de adeus aos 12 meses, sem palavras aos 16 meses, perda de habilidades previamente adquiridas (regressão) e interesse limitado em compartilhar atenção. Esses sinais requerem atenção e avaliação profissional.
Ferramentas de triagem como esta são instrumentos de rastreamento úteis para identificar sinais e orientar a busca por avaliação profissional. Porém, não são diagnósticas. Um diagnóstico confiável exige avaliação especializada com instrumentos padronizados (ADOS-2, ADI-R, M-CHAT), anamnese detalhada e observação clínica.
Neuropediatras, psiquiatras infantis e psicólogos especializados em desenvolvimento são qualificados para diagnosticar TEA. Avaliação multidisciplinar (psicólogo + fonoaudiólogo + terapeuta ocupacional) fornece compreensão mais completa. No Brasil, o laudo pode ser emitido por médico ou psicólogo qualificado.
TEA não é uma doença e não tem 'cura' — é uma condição do neurodesenvolvimento. Com intervenção precoce, estratégias apropriadas de apoio e acompanhamento, crianças autistas desenvolvem habilidades, comunicam-se efetivamente e vivem vidas plenas. O foco é qualidade de vida e apoio, não 'cura'.
O DSM-5 classifica TEA por níveis de suporte necessário (Nível 1, 2, 3), não por termos como 'leve/severo' que são desatualizados. Cada pessoa autista tem perfil único de forças e desafios. Necessidades de apoio variam entre diferentes áreas e podem mudar ao longo do tempo.
Se você identificou sinais de TEA, nossa plataforma conecta você com profissionais qualificados e oferece recursos baseados em evidências para apoiar o desenvolvimento.